A Quinta da Romeira está situada no coração de uma das mais antigas regiões exportadoras de vinho. Arthur Wellesley, Duque de Wellington, o líder militar que surpreendeu os exércitos de Napoleão na defesa da Península, com a construção das Linhas de Torres, obra genial de engenharia, foi ele próprio surpreendido pelos grandes brancos de Bucelas. De tal maneira que os enviava ao então Príncipe de Gales. Jorge IV, apreciou-os tanto que os batizou Wines of Lisbon. Também para Inglaterra o 3º Conde de Castelo Melhor enviava o melhor, e instituiu em Bucelas o “Morgado de Santa Catarina”, em homenagem a D. Catarina de Bragança, Rainha de Inglaterra.

A Quinta da Romeira existe desde 1703 e na história deste carismático Solar que aqui se mantém com as suas janelas Manuelinas, chegou a repousar o Duque de Wellington e são referidos familiares do célebre Marquês de Pombal, famoso pelo apoio à vinha e ao incentivo à exportação - amigo célebre dos brancos de Bucelas. Se já no séc. XIII, há referências à região e aos seus vinhos, quando o Conde D. Pedro entrega algumas propriedades para pagamento de uma dívida, entre as quais “um casal na Romeira”, podemos ainda recuar a 2 200 a.C., e à presença ativa dos Romanos no cultivo e culto da vinha.

A Quinta da Romeira tem 130 ha, dos quais 75 estão afetos à plantação de vinha, na sua maioria Arinto sendo esta a maior folha de Arinto do País. Para além da área de vinha a Quinta da Romeira tem 50 ha afetos à exploração florestal para além do Solar e dos seus jardins. A empresa dispõe de meios próprios de vinificação, engarrafamento e armazenagem, com uma capacidade actual superior a 20.000 Hl. Estão em curso diversos investimentos quer ao nível da reconversão da vinha, quer da modernização e expansão dos meios técnicos e tecnológicos que vão permitir responder de forma mais eficaz às necessidades do mercado.